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Quando A Ciência Imita A Arte

Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho homenageia a vida e obra de Nichelle Nichols, a Tenente Uhura, de Jornada Nas Estrelas.
Esta revolucionária ficção científica pregou a igualdade de gênero e de raças, inspirando tanto os cientistas sociais, quanto os engenheiros, os quais, imitando o que viam nos episódios, criaram inúmeros equipamentos para a vida real, tais como os celulares, monitor de computador e ressonância magnética.
De causas naturais, sobe para além da fronteira final, a atriz Nichelle Nichols, a Tenente Nyota Uhura (“Estrela da Liberdade”, na língua suaíli), de Jornada Nas Estrelas.

“Fanfiction”: Uhura teletransportada para Serra Negra
Arte: Henrique Vieira Filho
“Fanfiction”: Uhura teletransportada para Serra Negra
Arte: Henrique Vieira Filho

Esta ficção inspirou inúmeros cientistas (que eram fãs) a tornar realidade vários equipamentos “futuristas” apresentados no seriado: o celular imitou seus comunicadores; a ressonância magnética teve o molde dos instrumentos não invasivos dos “médicos espaciais”; a tela dos computadores (antes, tudo era impresso) nasceu das “mini televisões” em que o “Sr. Spock” visualizava os dados.

As ciências sociais admitem a grande influência de “Star Trek” sobre a conservadora sociedade dos anos 60, com seus personagens de nacionalidades, gêneros e etnias diversas interagindo em igualdade.

Sulu, japonês (as feridas da 2ª Guerra Mundial ainda estavam vívidas); Chekov, russo (isto no auge da “Guerra Fria”) e, claro, a maior relevância compete à Uhura: em idos que nem se podia sentar ao mesmo lado nos ônibus, nem oficializar casamentos inter-raciais, milhões de pessoas passam a admirar uma afrodescendente como uma das protagonistas.

A consagrada comediante Whoopi Goldberg, quando criança, a assistiu e correu para contar para a família: ”Acabei de ver uma mulher negra na televisão e ela não é uma empregada!”… Foi este acontecimento que a convenceu a seguir em busca de seus sonhos.

Nichols até cogitou seguir outra carreira, mas, foi dissuadida por, nada menos que Martin Luther King, argumentando que, pela primeira vez, os negros, estavam sendo vistos como “pessoas capazes, que podiam, sim, dançar e cantar, e que podiam ser professores, advogados, ou, até mesmo, explorar o espaço”.

A atriz ainda protagonizou campanhas da NASA para recrutar talentos científicos entre as minorias, que resultou em marcos históricos, com a ida dos primeiros homem e mulher negros ao espaço.

Parafraseando o famoso vulcano e, também, o engenheiro-chefe da nave, digo que ela teve uma vida longa e próspera e que o teletransporte subiu mais uma pessoa… para os céus!

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Henrique Vieira Filho Administrator

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), terapeuta holístico (CRT 21001), professor de artes visuais e sociologia, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.

http://lattes.cnpq.br/2146716426132854

https://orcid.org/0000-0002-6719-2559

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