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Pisca-Piscas

Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho nos conta a origem das luzes natalinas, desde as precursoras tradições milenares, caminhando até a versão incendiária de Martinho Lutero, passando pelas novidades elétricas de Thomas Edson, até chegarmos às versões de nossos dias.

Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6334, de 09/12/2022


Antes de Cristo, uma das inúmeras tradições incluía a derrubada de um pinheiro, que era velado por três dias, período após o qual, era fixado em pé, enfeitado e cercado de presentes e comemorações, em uma reencenação da morte e ressurreição da divindade Attis.

Vamos pular para o Século 16 e encontraremos com Martinho Lutero, figura chave do protestantismo, em uma noite de inverno, que, ao admirar o brilho das estrelas transpassando os galhos das árvores, interpretou como uma bela metáfora da luz de Cristo vencendo as trevas. 

Inspirado, reproduziu a cena dentro de sua própria casa, adornando um pinheiro com velas acesas e fitas, atualizando o antigo ritual que, gradativamente, passou a ser reproduzido em incontáveis lares, multiplicando o espírito natalino e o trabalho dos bombeiros.

Alguns séculos adiante, mas com motivação nada divina, a equipe de Thomas Edison adornou a frente de seu laboratório com um varal de fio contendo inúmeras lâmpadas acesas, como estratégia para divulgar a pouco conhecida eletricidade, isso lá em 1880.

Dois anos depois, um de seus sócios, Edward Johnson, instalou um motor giratório e fios com lâmpadas em sua árvore de Natal, que piscava e alternava luzes a cada giro, tornando-se uma atração em plena Quinta Avenida, de Nova York.

Já nos anos 20, uma associação de pequenos fabricantes criou a NOMA Electric, que se tornou a maior empresa de pisca-piscas de todo o mundo, com versões agradáveis para todos os bolsos. Ironicamente, boa parte de seus fundadores não comemoravam o Natal: eram judeus.

Em 1931 foi montada a primeira árvore de Natal no complexo do Rockefeller Center, por iniciativa de famílias de trabalhadores, dando início ao que hoje é uma das maiores atrações turísticas dos Estados Unidos.

Em 2022, só em Serra Negra, teremos mais de um milhão de luzes pelas ruas! As demais cidades do Circuito das Águas não ficam atrás, numa saudável competição de qual está mais lindamente iluminada!

Nossos olhos agradecem! E a Companhia de Força e Luz mais ainda!

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Henrique Vieira Filho Administrator

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), terapeuta holístico (CRT 21001), professor de artes visuais e sociologia, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.

http://lattes.cnpq.br/2146716426132854

https://orcid.org/0000-0002-6719-2559

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