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Arquétipo da Mãe

Arquétipo da mãe

O arquétipo da mãe, que vive em todas os indivíduos, seja para gerar um filho, para a criação de um novo negócio, amizades e relacionamentos afetivos. Tratarei do mesmo, nesse artigo, nos aprofundando em como reconhecer esse arquétipo e usá-lo para melhorar nosso dia a dia, afinal não podemos ser mãe 24 horas por dia.

A energia da mãe, nos aparece em forma de entrega, de transformação, de auto cura, de amparo. Energia da Mãe, está vinculada com a Terra (Primeiro Chakra), com a água (Segundo chakra), tudo aquilo que nos enraíza, nos protege, alimenta e sacia as necessidades.

O maior desafio, para o arquétipo de mãe, é permitir que o que tem que ser seja. De todos os arquétipos, o da Mãe é o que temos facilidade de entendimento, fundamental no relacionamento que temos com nós mesmos e com a vida. Profundamente enraizado dentro de nós, convivemos com ele durante toda nossa jornada.

Ser uma boa Mãe para si mesmo, compreende que você pode administrar sua vida de modo saudável e feliz, significa, que você se alimenta bem e está atento às suas necessidades físicas, percebe do que precisa para se sentir seguro e protegido. Quanto mais você se cuidar, estará menos preocupado em procurar em outras “mães” esse conforto, pois sabe que dentro de você tem um porto seguro.

Passamos a ver o arquétipo da Mãe sob uma nova percepção, à medida que vamos nos conectando com nós mesmos como indivíduos.

“É ilusório imaginar que o homem possa dominar e controlar a natureza, se ele não foi ainda capaz de controlar e enxergar a sua própria natureza.” Carl Gustav Jung, levando isso em conta, podemos entender que a partir do momento que aprendemos a amar e respeitar essa parte “Mãe” seremos plenos.

Se esse arquétipo está na sombra, podemos nos sentir incompetentes como indivíduos, mães ou gestoras, podemos não aceitar que nossos projetos, sigam outros rumos que não previamente traçados por nós. Então a primeira necessidade que temos que suprir, é cuidar de nós, de nutrir nosso amor, estar em sintonia com nós mesmos, notando o que é preciso para mantermos o equilíbrio. Muitas vezes na sombra, pode promover uma pessoa ineficaz, controladora, exigente, manipuladora e indutora de culpa, não se importa com o seu próprio eu, família ou negócio .

Como equilibrar esse arquétipo, é uma resposta muito individual, devemos notar qual a melhor forma de nos ajudarmos. Faça coisas por si mesmo, permita-se e aceite suas imperfeições

Jung nos explica que o arquétipo: “maternal”, simplesmente a mágica autoridade do feminino; a sabedoria e a elevação espiritual além da razão; o bondoso, o que cuida, o que sustenta, o que proporciona as condições de crescimento, fertilidade e alimento; o lugar da transformação mágica, do renascimento, o instinto e o impulso favoráveis; o secreto, o oculto, o obscuro, o abissal, o mundo dos mortos, o devorador, sedutor e venenoso, o apavorante e fatal.”

Na mitologia Indiana, teríamos a referência de Kali, que nos mostra que a mãe pode ter as duas faces, da criadora e da destruidora, apesar da figura materna ser universal, seja como Maria, Kali e outras Deusas, sua imagem será composta de acordo com a experimentação individual.

Na mitologia grega, Deméter estava associada à reprodução, da terra cultivada, das colheitas. Representa o instinto maternal, aquela que gera e nutre.

Este arquétipo auxilia em nossos ressurgimentos, para quando nossa realidade já não é mais atual, utilizaremos nossa mãe interior, para transformamo-nos numa nova versão de nós mesmos.

A nós como terapeutas, compete reconhecer em qual fase do arquétipo nosso cliente está e ajudá-lo a equilibrar e encontrar um caminho a se seguir.